quarta-feira, 4 de junho de 2025
A DUPLA FACE DO ENVELHECIMENTO: CORPO E ESPÍRITO
Meus amigos do facebook e do blog "sdallaporta.blogspot.com" :
Hoje estou mais forte em sabedoria do que ontem, e isso é válido para todos nós, que com o passar do tempo realmente tivemos que aprender com alguns "sofrimentos" e mesmo com os nossos problemas de saúde.
Assim sendo, quando pensamos em envelhecimento, a primeira imagem que surge é frequentemente a do corpo físico modificado, ou, segundo alguns padrões de beleza a nós imposto, talvez tenhamos uma maior “feiura” no corpo físico. Seja por já não termos tantos cabelos, seja por estarem os cabelos se tornando grisalhos. Também observamos o aparecimento de rugas, de perda de massa muscular e óssea e e a inevitável perda de vigor físico e de resistência às doenças e infecções.
Isso é fato, não podemos negar que o envelhecimento do corpo traz consigo uma série de desafios que se manifestam na decrepitude. Articulações que “rangem”, a nossa disposição e energia que diminuem, realidades inegáveis. São os sinais visíveis de uma jornada que se finda e onde nosso organismo começa a dar sinais de desgaste.
No entanto, há uma dimensão do envelhecimento que transcende o puramente biológico, uma jornada paralela que ocorre no recesso mais íntimo do nosso ser: O envelhecimento do espírito. Aqui, a lógica se inverte. Enquanto o corpo caminha para a limitação, o espírito encontra no passar dos anos um terreno fértil para o crescimento. Cada ano vivido, cada experiência superada, cada alegria saboreada e cada dor enfrentada, acumula-se não como um fardo, mas como um tesouro.
Essa vasta coleção de vivências é a matéria-prima para adquirirmos sabedoria. As cicatrizes do corpo podem nos lembrar das quedas, mas as cicatrizes da alma nos ensinam sobre a capacidade de aprendizado. É muito comum eu saber que, se fiz algo que deu errado, terei conhecimento aprendido para fazer diferente, quando uma situação semelhante ocorrer novamente.
Desta forma, podemos concluir que nossos problemas enfrentados, ou mesmo as “burradas” que cometemos, ao longo da vida, ao invés de nos diminuir, nos capacitam a enxergar o mundo com uma profundidade antes não sabida. Por exemplo, eu mesmo cometi o erro de tomar “fogos” de álcool por excesso de bebidas. Hoje eu sei que isso não é legal e naturalmente sei dos danos à minha saúde. Não beberei mais nesta, e talvez em outra encarnação (faz praticamente 4 anos que não bebo mais nada, no meu caso particular). Então, eu, por causa dos problemas havidos, adquiri, a capacidade de discernir, de compreender que isso foi um erro, e agora tenho a sabedoria de não cometer mais. E assim é para todoas as demais nuances da vida, de cada um de nós, seja dos mais diversos outros problemas que já enfrentamos. Agora, então, podemos oferecer conselhos baseados em caminhos já trilhados — tudo isso é fruto de um espírito que, ao contrário do corpo, se fortalece e se aprimora com o tempo.
Portanto, embora o envelhecimento físico possa apresentarobstáculos de decrepitude, o envelhecimento do espírito abre as portas para um vasto campo de possibilidades. Ele nos convida a transformar as experiências vividas em um manancial inesgotável de conhecimento e discernimento, permitindo-nos caminhar não apenas com os pés marcados pelo tempo, mas com a alma iluminada pela sabedoria.
Era isso a dizer, por hoje, um bom dia a todo e vamos que vamos, como se diz por costume...
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